Rejeitos tóxicos da Samarco Mineração continuam contaminando o meio ambiente

Para conter a contaminação a empresa terá o prazo de cinco dias para interromper o vazamento de lama e oitenta dias para implantar um dique de segurança

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Rejeitos estão sendo despejados no Córrego Santarém e no Rio Gualaxo

Passados cinco meses após um dos maiores desastres ambientais do país, ainda há rejeitos sendo despejados no Córrego Santarém e no Rio Gualaxo do Norte. Foi o que concluiu um perito após analisar as obras para contenção construídas pela Samarco.

Com base nesses dados, o Ministério Público pleiteou uma ação civil pública para que a empresa estabeleça medidas emergenciais para que haja a cessação da poluição da bacia.

O juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública e Autarquias de Belo Horizonte, Luis Fernando de Oliveira Benfatti, em deferimento ao pedido de tutela de urgência do Ministério Público, estabeleceu o prazo de cinco dias para que a Samarco proceda na contenção do vazamento de lama, sob pena de multa diária de R$ 1 milhão.

Entre as ações que deverão ser tomadas pela empresa estão a interrupção do vazamento de lama, a implantação de dique de segurança no prazo de 80 dias, a execução de um projeto técnico contendo quais as medidas emergenciais para a contenção completa do vazamento, a apresentação de relatórios de forma semanal e mensal, em que conste registro fotográfico das ações e a descrição detalhada da implantação das medidas emergenciais.

PJe – processo 50476863220168130024

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